sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Acostumar


Marcelo Camelo

Posso até me acostumar
E deixar você fugir
Posso até me acostumar
Da gente se divertir
Dava tudo por amor
Eu vim de longe
Dava pra sentir
Você dançando só pra mim
Parece brincadeira
Mas eu sei que a gente faz
Um monte de besteira
Por saber que é bom demais
Posso até me acostumar
E deixar você fugir
Posso até me acostumar
Da gente se divertir
Eu vim mas trouxe o sol
E a tempestade lá de longe
Dava pra sentir você passando devagar
Pareceria tarde
Mas você foi me chamar
Morena da cidade
Eu posso até me acostumar
Posso até me acostumar
E deixar você fugir
Posso até me acostumar
Da gente se divertir




Hoje eu não quero divulgar o texto, só precisava desabafar. 

Escrever, dizer que muitas e muitas vezes a vida se torna muito pesada. E esta é uma tentativa de torna-la mais 'easy'.
Eu não sei o que fazer. Não me acho digna e pronta para ter ninguém. Eu apenas segui, achei que o coração estaria "pronto" para outra história, mas vai fazer dois anos e ele ainda não está. Está batendo, hoje dói bem menos que dois anos ou cinco anos atrás, mas me sinto quebrada. Não queria desperdiçar alguma outra possível chance de começar de novo, de tentar de novo, de talvez ter um lar, mas o medo me apavora, me paralisa. Tenho traumas e medos que estão longes de serem curados. 
Quero me recuperar, queria quem sabe um dia ainda ser mãe. Mas tudo que vejo são nuvens, nevoeiro que encobre meu futuro, me deixando assim, totalmente perdida e insegura. 
Eu que pensei que ser adulta seria "legal" que eu faria tudo que eu quisesse e nada poderia me "deter". Descobri que estou totalmente limitada, sou refém do meu passado e dos meus sentimentos. Não acho que mereça alguém (outro alguém), estou confinada a viver assim, só e perdida, pagando até a minha morte pelos erros que cometi. Acho que seria a melhor forma de demonstrar ao mundo e para Deus o quanto eu me arrependo de tudo. Sei que o perdão pode vir a dar uma página em branco para as pessoas escreverem uma nova história, mas é como se a minha página pudesse ser outra, mas estivesse num papel manchado, uma mancha que eu não posso apagar, limpar. 
Estou triste, profundamente triste, amei pouco, me dei muito. Me arrependo sobretudo de ser impulsiva. Não acredito que ninguém me vá ler, mas se for, eu peço, lute contra a impulsividade, isso foi a pior desgraça da minha vida. Sim, desgraça. 


Não há sentimento pior do que perder (em definitivo) alguém que um dia te trouxe o céu, as estrelas e te fez sentir única no mundo. Saber que nunca mais será como era antes. 
Eu falo de tudo, de cada olhar carinhoso, de cada risada, de cada abraço, de cada gesto de intimidade que só quem ama e partilha a vida com alguém, sabe. 
Perder tudo, nunca mais amar de novo, viver destas 3 histórias. 
Evitar magoar mais pessoas é tudo que me resta hoje. Tudo que eu tenho de agora em diante. 



"Estou só e sonho saudade" Fernando Pessoa. 

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Precisava escrever






Há dias que estou assim, com essa ânsia de escrever. Eu tentei não escrever, fugi disso, porque eu não queria mais me expor, não queria mais expor meus sentimentos, não queria mais falar de amor.
Mas foi mais forte que eu, eu precisava escrever o quanto tenho me sentido só nos últimos dias, o quanto sinto falta dele. Na hora de cozinhar, quando penso que poderia estar cozinhando para ele, na hora do banho, na hora de ver um filme, de escolher uma roupa, na hora de dormir. Precisava escrever para dizer que conheci muitos outros caras, que até tentei gostar de alguns deles, mas não tem jeito, é dele que eu gosto. É dele que eu queria ficar perto, sempre perto. 
Eu precisava escrever que sinto falta do amor, sinto falta de me sentir apaixonada, de ter com quem andar de mãos dadas, de ter com quem ver um filme abraçada, comendo pipocas. Sinto falta das brincadeiras, do olhar, do beijo, do amor. Me sinto só, vazia, sem cor, sem rumo. Porque com ele, me sentia viva, feliz, satisfeita, plena. Às vezes me pego na frente do espelho ensaiando o que vou dizer quando o reencontrar, quando meus olhos virem os olhos dele outra vez. Me sinto parva, boba, criança, louca. E lembro-me que sim, só ele me faz sentir assim, mas mais do que isso, só ele me faz sentir viva!
Às vezes me pego chorando, perguntando como tudo se perdeu, me pego o xingando por não ter lutado por mim como deveria. 
E riu de tudo, choro e sorrio para nós, para nosso passado, para nossa história e para tudo que temos, que nem o tempo, nem a solidão, nem sequer outro amor tirará de mim. Agradeço a Deus e sigo, na esperança de que um dia quem sabe, me sinta viva outra vez. 

domingo, 9 de novembro de 2014

Mudanças






Eu não sei muito bem o que escrever, já faz tanto tempo que não venho aqui. Quase um ano. E refletindo sobre esse "quase um ano", percebo o quanto mudei neste tempo.
Valores, sonhos, metas, desejos, tudo mudado, tudo remexido aqui dentro de mim.
Apaguei o último post, pq o achei muito íntimo, muito pessoal e a pessoa à quem se destinava, já o leu. E se fosse hoje em dia não iria me expor daquela forma. Aprendi a me preservar.A preservar a minha história.
Neste tempo aprendi a me valorizar, aprendi a ser mais forte, aprendi que só posso contar com Deus em meio a tempestades da vida. 
Hoje mais do que nunca, me sinto adulta, inteiramente adulta. A fase de achar que podia "brincar com a vida" passou. Acabou. As consequências do meu passado cada dia pesam mais sobre os meus ombros, me convidado cada vez mais a tomar as decisões certas.Está tudo tão confuso e ao mesmo tempo tão claro. Estou madura no sentido de saber o que quero e o que não quero. Sei que às vezes tudo fica nublado e o temporal aparece, mas também tem feito dias de sol por aqui e me agarro à felicidade desses dias. 
Quando o presente fica muito pesado, viajo até o passado. O passado é um lugar melhor agora, pois eu seleciono bem o que vou lembrar <3


Não adianta ter medo, a vida é como estar num barco em alto mar.  Impossível saber o que virá pela frente, mas é bom aprender a velejar e uma hora dessas, quando menos se espera, você se vê forte, experiente, um excelente marinheiro. Com arranhões e cicatrizes, mas isso faz parte de toda viagem.


(É bom estar de volta)

sábado, 5 de outubro de 2013

Resumo do amor


Contar a história toda tomaria muito tempo de vc, e estou meio que dopada para escrever tudo.

O resumo é que todas as vezes que me doei, que me entreguei e que apostei "todas as fichas" num relacionamento, fui enganada, iludida, feita de besta e muitas vezes traída.
Bem, o problema deve ser seu. 
Mas eu quis amar e tipo, não fui uma puta que saí dando por aí, só teve dois homens que me entreguei. E dois que gostei muito e me entregaria caso eles quisessem. Mas enfim, o caso é que acabou. Acabou a esperança de amar de verdade porque esse tipo de amor só deve ser um mito contado na infância pelas princesas da disney para que a gente passe a vida toda a sonhar com o irreal e se lascar com o real.



Quando existir um homem decente, e se por acaso ele entrar na minha história, mudarei de opinião, até lá, os homens são mesquinhos e só visam seus próprios interesses e canalhas, porque ninguém é obrigado a estar com alguém, muito menos de dizer que ama e quer casar, caso esse não seja o intuito da pessoa.
Se vc encontrou alguém que ame, zele, cuide, invista, agradeça a Deus porque isso é cada vez mais raro. 
E para quem não encontrou, resta uma hipótese, nem que seja aquela de 1% e se vc sonhar, vale a pena continuar acreditando e investindo na busca. Bem, esse já não é meu caso.  

Simplesmente acabou pra mim. São feridas demais expostas e não julgue que seja curada nem tão cedo. 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Esperança e Medo



Eis que já passou o Natal, lá vem vindo mais um ano, mais sonhos, mais esperança, mais lutas, mais alegrias, mais certezas, mais (muito mais) dúvidas. Serão mais 365 dias, mais 365 oportunidades de ser feliz, de tentar, de "correr atrás" do que se quer, do que se espera e deseja. Sabemos que não será fácil, sabemos que muitas e muitas coisas, não dependerá só de nós. Sabemos que o que é novo além de nos dá esperança, também nos assusta. Comigo é assim, sempre foi. O desconhecido sempre me assustou. Mas passado o choque da passagem de ano, vou desbravando os novos dias, o novo ano e vai dando tudo certo, ou não. Mas o importante é que ainda estamos aqui e enquanto estivermos aqui, sempre haverá uma oportunidade, uma chance, uma esperança de acertar nas escolhas, de refazer o que que está mal e de recomeçar. Só quero entregar esse novo ano nas mãos de Deus porque eu me encontro (ainda) completamente perdida, sem rumo e sem saber o que fazer, acho que esse é só mais um ano que não crio expectativas, acho que por medo de me decepcionar. Mas é isso, o tempo não pára. Vamos adiante. sempre. E que Deus nos guarde e guie e que tenhamos quem amamos e quem nos ama por perto, porque se acompanhado a caminhada é tão árdua, imaginem sozinhos?!

Um 2013 abençoado, no sentindo mais amplo da palavra pra você e sua família!
Beijos,

Flor

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Vale a pena?

Hoje volto aqui com uma dúvida que me tem corroído por dentro. Amar vale a pena? Gostar vale a pena? Doar-se ao outro, vale a pena? 
Aos 25 anos de idade, ainda não entendo estas coisas, ainda não sei o que é realmente o amor, nem quais são os sintomas dele... nem suas consequências... talvez eu nunca tenha amado de verdade, talvez eu nunca vá amar, talvez, eu já tenha sim, amado uma única vez e não lutei o suficiente por isto, até que se perdeu.
Mas seremos sempre desafiados a amar? A nos envolver com alguém? Isso vai ser sempre assim? E o medo de arriscar novamente? E o medo de ver tudo se perdendo mais uma vez? E o medo de gostar mais dele, do que ele gostar de você? Eu não sei, ficar sozinha tem sido uma opção, embora o meu coração ainda não tenha entendido bem a minha decisão e dispare quando vê qualquer sinal de você. Eu tenho me doado, me dado, 100% mas tenho recebido 2% em troca. Eu sei que não vai acontecer, eu não boto fé, eu não crio esperanças nem expectativas, embora eu quisesse que acontecesse... e as vezes, mesmo sem  querer, por alguns segundos, me vem a imagem de um futuro com você, imagem que eu faço questão de destruir, de desfazer...
A gente sabe que não vai dar certo, mas mesmo assim, insiste.
A gente sabe que não vale a pena tentar, porque seria sofrer tudo de novo e chega de feridas, chega de cicatrizes. Ainda que o corpo ainda padeça com a solidão, com o vazio, com a falta, ainda que os olhos queiram ver você, os ouvidos queiram ouvir a tua e somente a tua voz, chega. Não precisamos mais disto, por que? Porque não vale a pena!


"Eu constantemente sinto saudade das coisas que perco, mas não as quero de volta. Já doeu uma vez. (C. F. A)