quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Dias difíceis




 Dias difíceis?? Quem nunca teve um dia ou dias difíceis? Aqueles dias em que a dor dói mais, em que a chuva parece que não vai parar de cair, em que a neblina não se desfaz, em que decisões parecem ainda mais difíceis de serem tomadas? 
Tenho vivido dias assim... dias em que me acho horrorosa, gorda, feia... incompreendida, sozinha e mal amada! A minha vida resume-se a um vendaval de arrependimentos e de abandono. Abandono dos meus próprios sonhos, dos meus desejos, das minhas paixões. Dias em que escuto que sou a decepção dos meus pais, em que deixo ir embora o único homem que me amou de verdade, dias que me sinto confusa e sozinha. Dias em que a vida me pede uma posição diante de determinados assuntos e eu finjo que não é comigo, que não sou eu que tenho que decidir. 
Tenho medo, já me magoei tanto em decidir coisas há tempos atrás, das quais "colho as consequências" até hoje...  esse medo não me paralisa, só não me deixa dizer sim ou não. Porra, eu não sabia que viver era tão complicado, que ser adulto era tão doloroso. E mais... carregar em mim todos os traumas das decisões erradas, das coisas que fiz e das que deixei de fazer é ainda mais penoso, mas afinal, somos somente isso, fruto maduro de todas as nossas decisões. Em dias assim, eu olho pra o céu, eu falo sim com Deus, tento "me entender" com Ele e perceber o porquê de tantas e tantas coisas acontecerem...
Não é fácil, nunca foi. Só me resta apenas respirar e tentar superar o que já passou e seguir, tomando as melhores decisões daqui pra frente.
Isso é só um desabafo... num dia difícil...

"Eis um teste para saber se você terminou sua missão na Terra: se você está vivo, não terminou." (Richard Bach)

E vamos lá ver no que isto vai dar... 

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Por que Portugal?



Há quase 3 anos atrás, acontecia em minha vida algo que eu queria, mas não achei que fosse acontecer. Num momento muito complicado, difícil e penoso da minha vida, veio a oportunidade de ir morar em Portugal... Um casal de amigos que já estavam lá há um ano convidou, com um prazo de 15 dias pra estar lá. Eu sempre fui muito protegida e mimada nunca achei que tivesse essa coragem, mas diante de tudo, tirei passaporte, comprei passagem e fui... No dia 01 de Março de 2009 cheguei à terra de Camões. Num frio, que eu nunca tinha sentido igual. Foi 1 ano e 6 meses de uma experiência que eu jamais irei esquecer. O primeiro sentimento é de deslumbre: você admira tudo que sua vista é capaz de alcançar. O novo, o diferente fascina e encanta, você se sente feliz, realizado e rico (em experiência). O segundo momento, é de "choque de cultura" embora seja o mesmo idioma, o "português de Portugal" têm conjugações verbais diferentes, o sotaque? Meu Deus, totalmente diferente! É natural, você passar a detestar tudo que não entende, tudo que não faz parte do seu mundo e não foi diferente comigo... eu reclamava de tudo: das palavras diferentes: casa de banho, sanita, ventoinha, sítio, algures e várias outras, de como se pronunciavam as palavras... do frio, da água gelada do mar (lindíssimo por sinal) do mau tempo, da aparência de triste que alguns idosos demonstravam ter, do atendimento nos estabelecimentos comerciais, da comida, das frutas, de tudo! A pior parte mesmo foi os empregos sub-humanos aos quais tive que me submeter (por ter ido sem visto) e já para tentar conseguir um visto. Vida de imigrante não é fácil. Mas com o tempo, com a convivência, trabalhando com gente (atendendo gente) o tempo todo, você conhece um monte de "tuga" de bom coração, você aprende mais o porquê de cada atitude das pessoas, você aprende a meditar na beira mar, mesmo no frio, mas aprecia a beleza da paisagem. Você começa a perceber que não somos nem melhores, nem piores, somos diferentes e mais nada. Para finalizar, quando eu ja tinha conseguido contrato de trabalho, amizades com muita gente (até uma mão portuguesa eu consegui) lol. A minha cachorrinha não estava bem (depressão) quase morrendo, doente... meus pais ainda ficaram e cuidaram dela por um tempo, mas depois, era eu voltar ou ela morrer. Mesmo sabendo do quanto iria me custar essa decisão (futuramente) optei por voltar ao Brasil, por cuidar e assumir a minha escolha de ter uma cadela, mas isso me dói até hoje. Meu mestrado não deu certo na altura (o que era meu grande sonho) e meu objetivo em ter ido pra lá, mas valeu... trabalhei em outras áreas, conheci muitas pessoas que levarei pra sempre no coração e desenvolvi um carinho por esse país que foi uma escola, uma passagem, um aprendizado, umas férias (da minha antiga vida). Enfim, mudanças não são nada fáceis, mas temos que tirar alguma coisa delas, algum aprendizado, alguma lição e pra isso me serviu muito e além de tudo, ganhei recordações maravilhosas pra sempre... porque o que é ruim, depois de extrair o aprendizado, a gente joga fora! Ah a minha cachorrinha está super bem, mais mimada impossível e Portugal que me aguarde porque muito em breve eu voltarei ;) 

sábado, 10 de dezembro de 2011

AMOR VIRTUAL

AMOR VIRTUAL 


 Quem nestes tempos modernos nunca se interessou por quem está do outro lado do pc? Quem nunca deu graças a Deus a Internet ter chegado de vez às nossas vidas? Ter mudado alguns de nossos conceitos, ter  mudado nossa forma de ver as coisas? 
Eu já. Sendo sincera, eu não acreditava em amor virtual, via as reportagens sobre esse tema e ficava me perguntando: mas caramba, se apaixonar sem o olho no olho, sem sentir o cheiro, sem sentir aquele frenesi de estar pertinho da pessoa... me parece coisa de doido ou algo mesmo impossível. Mas como dizem, tudo que a gente fala, a gente paga. E eu paguei. Não foi diferente... um dia, sem menos esperar ele entrou (através de um pc, na minha vida).
Já conhecem o microblog twitter? Pois foi através dele que nos conhecemos (aliás, lá pode ser um óptimo sítio* pra encontrar gente interessante, ou não, mas o facto, foi que eu o encontrei). O gajo* é o mais inteligente que eu já tive o privilégio de conhecer, de conversar... eu o achava super hiper master interessante, mas me limitava a ficar na minha... nos falávamos algumas vezes (via TL) até que um lindo dia, o que eu nunca esperei (tanto pela popularidade dele, quanto pela minha insignificância) aconteceu... recebi uma DM dele, pedindo meu MSN! Eu não acreditei, mas enfim, nos adicionamos e conversamos e ele me pediu em namoro, assim, dias depois... eu fui sincera, disse que não acreditava em namoro ou amor virtual... mas ele parecia saber o que estava fazendo, pois depois que nos vimos a primeira vez, ficou ainda mais difícil de acreditar, mas eu me apaixonei, exactamente assim: à distância, sentada no chão do meu quarto, com o pc no colo, já pronta pra dormir, era super tarde e no outro dia eu ia viajar cedo, mas mesmo com tudo isso, me apaixonei e até diria que foi à primeira vista.
Aquela sensação diferente e estranha foi tomando conta de mim cada vez mais, eu queria vê-lo todos os dias, todo o dia. Passamos a nos falar mais, a sabermos mais da vida um do outro, a participar de cada momento da vida um do outro... falávamos por DM o dia inteiro e a noite, das 19h as 04h era o nosso momento, nestas horas, as vezes as palavras nem eram tão necessárias assim, porque tínhamos um ao outro, pelo menos ali, naquelas horas, pertencíamos um ao outro e nenhuma distância era capaz de nos negar isso.
Foram 45 dias assim. Mas o que nos separava era mais que um Oceano. Eram coisas nossas, problemas nossos, mal resolvidos, mal acabados. Eram corações ainda feridos, talvez não prontos para amar de novo. Talvez a gente tivesse se usando como remédio pras nossas feridas, deixadas por outras pessoas e isso não era justo pra nós, merecemos mais, somos mais que isso. Deixamos de nos falar, mas as lembranças, a saudade, a falta dele na minha vida é absurda, nunca imaginei sentir tanta falta de alguém que nunca toquei, nunca abracei, nunca beijei. Voltamos a nos falar uns dias atrás, como amigos? Não sei... nos falamos...  ainda há o sentimento, mas ainda há as mesmas feridas...
E ontem inesperadamente,  o vi na cam e o meu coração disparado e toda aquela felicidade só me confirmaram duas coisas:  uma: agora acredito, há amor virtual e duas: essa história ainda não acabou.

*sítio: lugar no português de Portugal
*gajo: homem no português de Portugal