sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Precisava escrever






Há dias que estou assim, com essa ânsia de escrever. Eu tentei não escrever, fugi disso, porque eu não queria mais me expor, não queria mais expor meus sentimentos, não queria mais falar de amor.
Mas foi mais forte que eu, eu precisava escrever o quanto tenho me sentido só nos últimos dias, o quanto sinto falta dele. Na hora de cozinhar, quando penso que poderia estar cozinhando para ele, na hora do banho, na hora de ver um filme, de escolher uma roupa, na hora de dormir. Precisava escrever para dizer que conheci muitos outros caras, que até tentei gostar de alguns deles, mas não tem jeito, é dele que eu gosto. É dele que eu queria ficar perto, sempre perto. 
Eu precisava escrever que sinto falta do amor, sinto falta de me sentir apaixonada, de ter com quem andar de mãos dadas, de ter com quem ver um filme abraçada, comendo pipocas. Sinto falta das brincadeiras, do olhar, do beijo, do amor. Me sinto só, vazia, sem cor, sem rumo. Porque com ele, me sentia viva, feliz, satisfeita, plena. Às vezes me pego na frente do espelho ensaiando o que vou dizer quando o reencontrar, quando meus olhos virem os olhos dele outra vez. Me sinto parva, boba, criança, louca. E lembro-me que sim, só ele me faz sentir assim, mas mais do que isso, só ele me faz sentir viva!
Às vezes me pego chorando, perguntando como tudo se perdeu, me pego o xingando por não ter lutado por mim como deveria. 
E riu de tudo, choro e sorrio para nós, para nosso passado, para nossa história e para tudo que temos, que nem o tempo, nem a solidão, nem sequer outro amor tirará de mim. Agradeço a Deus e sigo, na esperança de que um dia quem sabe, me sinta viva outra vez. 

domingo, 9 de novembro de 2014

Mudanças






Eu não sei muito bem o que escrever, já faz tanto tempo que não venho aqui. Quase um ano. E refletindo sobre esse "quase um ano", percebo o quanto mudei neste tempo.
Valores, sonhos, metas, desejos, tudo mudado, tudo remexido aqui dentro de mim.
Apaguei o último post, pq o achei muito íntimo, muito pessoal e a pessoa à quem se destinava, já o leu. E se fosse hoje em dia não iria me expor daquela forma. Aprendi a me preservar.A preservar a minha história.
Neste tempo aprendi a me valorizar, aprendi a ser mais forte, aprendi que só posso contar com Deus em meio a tempestades da vida. 
Hoje mais do que nunca, me sinto adulta, inteiramente adulta. A fase de achar que podia "brincar com a vida" passou. Acabou. As consequências do meu passado cada dia pesam mais sobre os meus ombros, me convidado cada vez mais a tomar as decisões certas.Está tudo tão confuso e ao mesmo tempo tão claro. Estou madura no sentido de saber o que quero e o que não quero. Sei que às vezes tudo fica nublado e o temporal aparece, mas também tem feito dias de sol por aqui e me agarro à felicidade desses dias. 
Quando o presente fica muito pesado, viajo até o passado. O passado é um lugar melhor agora, pois eu seleciono bem o que vou lembrar <3


Não adianta ter medo, a vida é como estar num barco em alto mar.  Impossível saber o que virá pela frente, mas é bom aprender a velejar e uma hora dessas, quando menos se espera, você se vê forte, experiente, um excelente marinheiro. Com arranhões e cicatrizes, mas isso faz parte de toda viagem.


(É bom estar de volta)